quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A vida no mundo solitário

Aqui o frio jaz dominante
As faces aqui são conhecidas
As vozes caladas já sei o que pronunciam
As mesmas cores e formas, como livros na estante,
Brilhantes num plano azul da imensidão.
As mesmas estrelas de sempre
Empoeiradas, contam relatos e fatos de reflexão.

A música que ouço
Entra pelos meus vasos
E corre todo o meu corpo
Acompanhada do meu sangue
Seiva da vida que alimenta os ouvidos
Agrada o espírito e palpita o coração
Congela os olhos e esquenta a alma.

Minha aurora boreal se mistura à noite
As cirros-estratos cobrem o meu Sol
Meus planetas buscaram outras órbitas e
Minha lua dorme pela eternidade

A luz dos meus olhos fluíram para outros olhos
Não tenho mais lágrimas
Será impossível reencher o oceano do meu
mundo solitário.

Minhas tulipas não murcharam
Uma pena!
A quem poderei dá-las de presente?

Minha atmosfera se esvai
Meu ar está acabando
Fecho os meus olhos sem vida
E sem vida os deixo fechados.

By: H4el